Móvel

Cinco tecnologias que o Vale do Silicio matou em 2016

De Google Fiber a relógios inteligentes Pebble, várias ideias uma vez-populares desapareceram este ano.

  • Sexta-feira, 30 de dezembro de 2016
  • Por Mike Orcutt
  • Tradução por Elisa Matte (OPINNO)

Na MIT Technology Review, tentamos mantê-lo informado à medida que surgem novas tecnologias e produtos. Mas tão importante quanto as coisas novas que nascem são as coisas velhas que morrem. E em 2016, vimos várias ideias de alta tecnologia morrem no Vale do Silício.

Vine

Lançado em janeiro de 2013, a popularidade do Vine cresceu com cada novo loop de seis segundos que trouxe ao mundo, como o de uma mulher muito irritada em uma Apple Store, a que originou o termo "on fleek" e "Ketchup Mount Rushmore", apenas para dar nome a alguns. O app do Twitter também criou muitas estrelas, algumas das quais foram capazes de transformar sua popularidade e proeza na arte de criar Vines em uma verdadeira fortuna, fazendo clipes para profissionais de marketing. Mas, infelizmente, o serviço atingiu o pico em 2014, e concorrentes como Instagram e Snapchat afastaram muitos usuários da Vine - incluindo muitas de suas estrelas. Até 2016, mais de metade daqueles que estiveram entre os primeiros 1% dos usuários em 2013 pararam de publicar. Em outubro, o Twitter finalmente disse que estava desligando as luzes. Este mês, ele disse que vai substituir o Vine por um novo aplicativo que permitirá que os usuários continuem a fazer videos de seis segundos e publicá-los diretamente no Twitter.

Google Fiber

Alguns ainda estão se perguntando por que o Google nunca entrou no negócio de fibra óptica, investindo pesadamente em fibra, sua Internet de alta velocidade e serviço de televisão a cabo. E acontece que talvez o próprio Google nunca soubesse a razão para investir bilhões nela (de acordo com uma estimativa recente, custa pelo menos US$ 1 bilhão para adicionar um novo mercado). Em outubro, o CEO da Access, a divisão da Alphabet encarregada de sua iniciativa de banda larga de gigabits, anunciou que a empresa não se expandiria para além das nove cidades em que já está em funcionamento e quatro onde a construção já começou. Agora, a empresa provavelmente se concentrará em usar tecnologias sem fio mais novas e menos dispendiosas para oferecer Internet de alta velocidade.

Mas talvez não tenha sido tudo por nada. Como disse James Surowiecki ao MIT Technology Review, em junho, as ofertas de banda larga do Google levaram empresas privadas a melhorarem seus serviços "forçando a concorrência quando os reguladores não o fizeram". Sem o Google, a qualidade das opções de banda larga pode não ser tão alta. Nesse sentido, o Google forneceu um bem público "cujos benefícios extras são provavelmente imensos, e que nem o governo nem o setor privado estavam fazendo muito para entregar".

Pebble

A ascensão e queda do Pebble coincidiu com o aumento e queda de nosso interesse em relógios inteligentes. O primeiro relógio do querido Kickstarter bateu recordes em 2013, arrecadando US$ 10 milhões, deu ao crowdfunding uma história de sucesso muito necessária e ajudou a inspirar um ressurgimento em computadores vestidos no pulso, que nós identificamos como uma das 10 tecnologias de destaque desse ano. Mas, na época, Rachel Metz, da MIT Technology Review, também alertou que, se os relógios inteligentes não se tornassem mais versáteis, arriscavam-se a tornar-se "apenas mais um gadget irritante". Embora o Pebble tenha lançado mais alguns relógios, o interesse em relógios inteligentes diminuiu e a entrada da Apple tornou muito difícil competir nesse mercado. Este mês, depois de ter sido adquirido pela Fitbit, Pebble anunciou que deixaria de existir e que tinha deixado de fabricar ou vender relógios. Em uma carta endereçado "Usuários do Pebble", ela ofereceu reembolso para qualquer patrocinador dedicado que ainda estivesse esperando seus relógios novos.

O buraco do fone de ouvido

A Apple chamou seu movimento de abandono ao "antigo" buraco de 3,5 milímetros do fone de ouvido de um ato de "coragem". O argumento é que ele está levando um movimento muito necessário para um mundo onde o áudio sem fio é o padrão. Mas enquanto isso pode acabar beneficiando os consumidores no longo prazo, não surpreendentemente o movimento terá impacto na base da empresa imediatamente. As pessoas ainda podem usar fones de ouvido tradicionais, graças a um dongle que será fornecido com os novos telefones, ou também podem usar fones de ouvido que se conectam à saida de recarga - mas eles não funcionarão em produtos que não sejam da Apple. Para a melhor experiência de áudio sem fio, os consumidores precisarão comprar um par de novos AirPods da Apple por US$ 159. Mas apesar do movimento descarado para se ajustar aos desejos de muitos de seus clientes, até agora as vendas do iPhone 7 não parecem estar sofrendo por causa disto. E agora parece que a Samsung pode abandonar o antigo fone de ouvido, também.

Projeto Ara

Em setembro, o Google parou de trabalhar no Projeto Ara, um projeto de hardware que parecia muito legal que estava gerando burburinho há anos. O sonho era ter smartphones baratos, personalizáveis e atualizáveis com componentes de hardware intercambiáveis, como diferentes tipos de lentes de câmera ou sensores. As dúvidas de que isso se tornaria realidade começaram a crescer no ano passado, quando a empresa cancelou um plano para testar a ideia em Porto Rico. Em última análise, as tendências que dominam o mercado de smartphones - ciclos curtos de produtos e upgrades mais baratos, mais rápidos e mais brilhantes - provavelmente ajudaram a convencer o Google a deixar seus sonhos de smartphones modulares de lado.

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