Negócios

Novo sistema de satélite da Europa irá melhorar o seu telefone

A mais recente bênção para os serviços de navegação: uma nova frota de satélites está agora disponível para uso público.

  • Segunda-feira, 26 de dezembro de 2016
  • Por Lucas Laursen
  • Tradução por Elisa Matte (OPINNO)

O Galileo, um sistema global de navegação por satélite que alcançará mais lugares e funcionará com mais precisão do que os serviços GPS atuais, está agora disponível para uso público gratuito. Quando estiver completo, esperado até 2020, o Galileo terá levado duas décadas e estimados US$ 10 bilhões para ser construído. Mas o sistema, criado pela União Européia, fará com que seu telefone funcione melhor e ofereça novas possibilidades para usuários corporativos e governamentais.

Com a inauguração do Galileo, anunciada este mês, os fornecedores de uma variedade de serviços e dispositivos, desde sistemas de navegação especializados até telefones celulares e fabricantes de automóveis, poderão adicionar seu sinal aos 70 satélites do GPS americano e do russo GLONASS. Pelo menos 17 empresas já estão preparadas para fazê-lo, entre eles os fabricantes de telefones Huawei e BQ.

Quanto mais sinais de satélite estiverem disponíveis, mais seletivo poderá ser seu receptor. Se edifícios ou outros dispositivos interferirem com os sinais em uma direção, o receptor pode ser capaz de encontrar um sinal menos ruidoso de um satélite em outro lugar. Isto significa que os satélites Galileo tornarão mais fácil obter um sinal em locais cobertos por menos satélites, como o extremo norte da Europa, e fornecer melhores e mais rápidas informações de posicionamento em outros lugares, diz Richard Langley, especialista geoespacial da Universidade de New Brunswick no Canadá e membro de um grupo de trabalho focado em usos de pesquisa para os dados do Galileo. Apenas um satélite adicional "pode fazer uma enorme diferença" na precisão de posição, diz ele.

Quando seu telefone encontra sinais menos ruidosos, ele libera o processador do dispositivo para outras tarefas, explica Lukasz Bonenberg, da Universidade de Nottingham, no Reino Unido, que está ajudando a construir o Galileo. Isso permitirá que desenvolvedores, como aqueles que participaram de um hackathon do Galileo no mês passado, criem software que se concentre em usar dados de localização ao invés de ajudar a interpretá-lo, diz ele.

O Galileo também deve acelerar as operações de busca e salvamento. Hoje, pode levar horas para um sinal de socorro atingir satélites em órbita baixa suficientes para confirmar uma posição. Os satélites de navegação, que orbitam mais alto, são mais adequados para a tarefa, mas apenas os mais novos satélites GPS e GLONASS têm o hardware certo. Todos os satélites Galileo têm, e eles devem ser capazes de localizar sinais de socorro em 10 minutos. Um canal criptografado estará disponível para agências governamentais para serviços de emergência.

Hoje a constelação de Galileo consiste em 18 satélites. Outros seis, o suficiente para uma cobertura global total da Terra, serão lançados nos próximos três anos pelo operador do sistema, a Agência Espacial Europeia. (Haverá seis satélites de backup também, pois Galileo aprendeu a lição com as dificuldades enfrentadas pela GPS e pela GLONASS com satélites mudos).

Galileo é um de um número crescente de sistemas de navegação por satélite. A China está construindo o seu próprio, BeiDou, também programado para ser concluído em 2020. Outros países, incluindo Índia e Japão, têm crescentes sistemas de navegação regionais também.

Esses sistemas são interoperáveis e pesquisadores de todo o mundo estão desenvolvendo algoritmos eficientes para combinar sinais de múltiplas constelações. À medida que mais destes satélites estiverem online, as informações de localização ficarão ainda melhores.

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