Informática

A rede de energia da Ucrânia é hackeada novamente, um sinal de preocupação para ataques à infraestrutura

Os hackers russos podem estar por trás de ataques contra a rede elétrica e a artilharia da nação. O Ocidente deve tomar nota.

  • Sexta-feira, 23 de dezembro de 2016
  • Por Jamie Condliffe
  • Tradução por Elisa Matte (OPINNO)

Segundo informações, hackers russos teriam hackeado redes elétricas e teriam hackeado unidades militares na Ucrânia.

Pesquisadores de segurança da CrowdStrike acreditam que o grupo de hackers conhecido como Fancy Bear, que estava ligado ao hacking dos servidores de e-mail do Comitê Nacional Democrático no início deste ano, usou o malware do Android para rastrear unidades de artilharia ucranianas. O ataque utilizou código semelhante ao usado no ataque DNC, mas desta vez usou-o para recuperar dados de comunicações e localização relacionados a ativos militares desde 2014.

Reuters sugere que a informação poderia ter sido usada por forças militares para alvejar a artilharia ucraniana. Os separatistas pró-russos continuam a combater as forças do governo ucraniano no leste da Ucrânia.

Enquanto isso, veio à luz que um grupo não confirmado de hackers russos assumiu computadores em um centro de controle de eletricidade para mergulhar partes da cidade de Kiev na escuridão. Os hackers aparentemente enviaram malwares por e-mail para os funcionários, permitindo que eles roubassem credenciais de login e desligassem subestações. Ao todo, o ataque tirou 200 megawatts de capacidade - cerca de 20% do consumo de energia noturna da cidade.

Um incidente assustadoramente semelhante atingiu a região Ivano-Frankivsk da Ucrânia em dezembro passado. Na época, era amplamente visto como o primeiro grande assalto à rede elétrica de uma nação. Que essa maginitude de ataque fosse atingida novamente é pouca surpresa: CBS News sugere que este, também, é provavelmente um produto de tensões no leste da Ucrânia.

Mas mesmo que os ataques tenham sido na Europa Oriental, o Ocidente deve prestar muita atenção. "Não podemos apenas olhar para o ataque da Ucrânia e dizer 'Oh, estamos seguros contra esse ataque'", diz Rob Lee, um pesquisador de segurança que falou com a CBS News. De fato, como Wired notou no início deste ano, muitas partes da rede norte-americana são menos seguras do que as da Ucrânia e levariam mais tempo para reiniciar em uma emergência.

A ameaça, então, é real. Neste ponto, é amplamente acreditado que a Rússia estava por trás de muitos dos hacks em sistemas dos EUA durante a eleição presidencial. Não há nenhuma razão para acreditar que a infraestrutura física não seja a próxima na lista.

(Leia mais: Reuters, CBS News, Wired, “What the DNC Hack Says about Cyber-Based Threats to Democracy”, “Obama Demands the Facts on Election Hacks”, “IoT Botnets Are Growing—and Up for Hire”)

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