Robótica

Alphabet cria nova empresa para comercializar tecnologia de carros autônomos

Waymo quer trabalhar com taxis, caminhões e veículos particulares autônomos - mas quando podemos esperar a chegada deles não está claro.

  • Quarta-feira, 14 de dezembro de 2016
  • Por Tom Simonite
  • Tradução por Elisa Matte (Opinno)

Imagem: Steve Mahan, direita, se tornou o primeiro membro do público a andar sozinho em um dos carros autônomos da Alphabet. O passeio ocorreu em Outubro nos subúrbios de Austin, no Texas.

A tecnologia de carro autônomo da Alphabet está um pequeno passo mais perto de funcionar como um chauffeur - o projeto funcionará agora como uma empresa independente chamada Waymo dentro da holding criada do Google ano passado. Quando a tecnologia vai estar pronta para carregar as pessoas ainda não sabemos.

Em uma reunião em São Francisco, John Krafcik, executivo experiente de automóveis que liderou o projeto desde setembro de 2015 e que agora é CEO da Waymo, disse que a empresa buscará trazer tecnologia de condução autônoma para o mercado de várias maneiras.

Podemos imaginar a nossa tecnologia de condução autônoma sendo usada em muitas áreas - no transporte de pessoas, no transporte com caminhões, até mesmo em veículos pessoais", disse ele. Krafcik disse que esses esforços não envolveriam Waymo fazer os veículos propriamente ditos, mas recusou-se a dizer qualquer coisa sobre que tipos de parceria e licenciamentos que sua empresa poderia buscar, ou quando ele esperava colocar a tecnologia em uso real.

Krafcik também confirmou os relatos de que ele inverteu a posição anterior do projeto de que a tecnologia de condução autônoma deve ser implantada em veículos sem volantes e pedais. Mas ele disse que a empresa continua comprometida com a ideia de que é perigoso implementar tecnologia de condução autônoma que às vezes requer que um ser humano assuma o controle.

"Estamos absolutamente 100 por cento dedicados em soluções totalmente sem motorista", disse Krafcik. "Nós encontramos em nosso passado que há questões fundamentais nessa transferência entre o software e o humano".

Em testes, há vários anos, o Google descobriu que os funcionários que tinham a oportunidade de testar protótipos autônomos tornaram-se perigosamente complacentes (veja "Lazy Humans Shaped Google’s New Autonomous Car”).

A posição de Waymo contra o que é chamado de autonomia parcial coloca-o em desacordo com outros que trabalham em tecnologia de carro autônomo, como Tesla (veja "10 Breakthrough Technologies 2015: Autopilot").

A estreia de Waymo ocorre em um momento em que a liderança da Alphabet na tecnologia de condução autônoma está se estreitando.

O projeto começou dentro do laboratório de pesquisa X do Google em 2009, e seus protótipos cobriram mais de dois milhões de milhas em estradas públicas. Waymo compartilhou hoje um vídeo de seu primeiro teste nas estradas públicas sem um motorista de segurança dentro do veículo pronto para assumir o controle, em que um homem cego usou um protótipo em Austin, Texas. Mas as empresas de automóveis estabelecidas, como a GM, e startups como Uber, agora têm projetos próprios de carros autônomos consideráveis.

Embora o projeto da Alphabet seja amplamente visto como o mais avançado do mundo, a empresa enfrenta uma rota mais complexa para a comercialização, porque não possui nenhum negócio de transporte ou automóvel (veja "Alphabet's Self-Driving Car Wizard Picked a Great Time to Quit").

Montadoras como Ford e GM poderiam simplesmente incluir sua tecnologia de condução autônoma em linhas de produção existentes. As empresas de serviços de transporte como Uber e Lyft dizem que vão acrescentar veículos autônomos às suas frotas existentes de carros que atendem clientes. Uber já está rodando com seus protótipos de condução autônoma em Pittsburgh (veja "My Self-Driving Uber Needed Human Help").

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