Negócios

Rio de Janeiro recebe Venture Point durante EmTech Brasil

A rodada de investimentos entre startups e investidores foi promovida por Apex-Brasil, a Agência de Promoção de Exportações e Investimentos

  • QUARTA-FEIRA, 2 DE DEZEMBRO DE 2015
  • Por Reportagem publicitária

Imagem: O Venture Point no dia 19 de novembro, durante a EmTech Brasil . Crédito: Jackeline Nigri.

Para que uma ideia chegue ao mercado, o caminho é longo. Além de equipe e modelo de negócio, é fundamental financiamento e timing. A Apex-Brasil desenvolve ações neste sentido, ou seja, de capitalizar empresas e startups brasileiras para que possam se expandir internacionalmente e no momento certo. A estratégia tem dado resultados: no primeiro semestre deste ano dobrou o número de empresas que receberam investimentos com o auxílio da agência.

Com o mesmo objetivo, a Apex-Brasil promoveu o Venture Point no dia 19 de novembro, durante a EmTech Brasil, o maior evento de tecnologias emergentes, inovação e negócios promovido pela MIT Techonology Review no Brasil. Participaram 15 startups e 30 fundos de investimento e investidores-anjos.

O Venture Point da Apex-Brasil foi fantástico, tanto pela organização, quanto pela qualidade dos investidores. O modelo de Q&A (Question and Answer, Perguntas e Respostas em inglês) foi ótimo e as perguntas muito relevantes”, afirmou Marcus Ribeiro, CEO da Pluga, empresa que promove a comunicação entre sites de vendas.

A rodada de negócios foi fechada ao público. As startups selecionadas (A+ Educação; Agropixel Soluções Inteligentes; Algae Biotecnologia; Bright Photomedicine; Ecocycle DEVC; eStocks; FIT – Fine  Instrument Technology; GnTech Tests; GreenAnt; GT2 Energia; In Loco Media; Itaro; Pluga; POP Recarga; Pra Vender; ) apresentaram seus projetos para os investidores no formato pitches de três minutos. Depois de cada apresentação, os investidores tiveram dois minutos para fazer perguntas.

“Tive a oportunidade de conversar com fundos brasileiros e internacionais, como Bozano Investimentos e Kaszek Ventures”, disse Marcus Ribeiro entusiasmado.

Jan Riehle, CEO da Itaro, empresa que oferece suporte para o carro três anos depois da compra, contou que foi a primeira vez que participou de um Venture Point e achou difícil apresentar seu negócio em três minutos, mas “foi possível aprofundar a conversa com três fundos após o evento”.

Dois dias antes do Venture Point, os executivos receberam treinamento na Startup Rio, que os ajudou a preparar seus pitches (o chamado pitching training).

“Por recomendação dos mentores, no dia do treinamento, reforcei um ponto ou outro sobre modelo de receita e tamanho de mercado endereçável”, contou Marcus Ribeiro.

“Os feedbacks no treinamento fizeram com que eu ajustasse vários pontos do meu Pitch, tornando ele mais efetivo e impactante. O evento permitiu que nos aprofundássemos em vários pontos do pitch”, afirmou Leonardo Capel, diretor executivo da A+ Educação

No total se inscreveram 135 startups entre os dias 8 e 28 de outubro. A seleção de projetos foi realizada por representantes da Opinno – agência detentora da licença para operar a premiação Inovadores com menos de 35 anos e a EmTech Brasil – juntamente com Apex-Brasil e Finep, empresa vinculada ao Governo Federal que promove o desenvolvimento econômico e social por meio do fomento público à Ciência, Tecnologia e Inovação em empresas, universidades, institutos tecnológicos e outras instituições públicas ou privadas.

Para José Fiates, diretor da CVentures Empreendimentos Inovadores e Participações “dificilmente um projeto inovador acontece com apenas um investidor, normalmente envolve uma rede”, diz ao lembrar da importância de ecossistemas formados por capital privado e empresas públicas como a Apex-Brasil e a Finep.

Os fundos participantes foram Confrapar; Kaszek; Nxtp.labs; Bozano; Astella, IVP Capital Inteligente; WTT – World Transforming Technologies; SP Ventures; Acelera Partners; Performa Investimentos; Primatec; Monashees; 21212 Digital Acelerator; Fundo Pitanga; e.bricks ventures; LAAS – Latin American Angels Society; O3r – Outsource Brazil; Antera Gestão de Recursos e Y-Dreams, além de investidores-anjos.

Segundo a área de atração de investimento estrangeiros da Apex-Brasil, somente no primeiro semestre de 2015, dezesseis empresas startups, com o apoio da agência, conseguiram obter R$ 42 milhões em investimentos que as ajudarão a desenvolver soluções inovadores e com potencial de crescimento. As principais áreas procuradas pelos investidores são cleantech, agribusiness, economia criativa e tecnologia de base digital.

Desde que começou a trabalhar com o tema, em 2012, a Apex-Brasil preparou 100 empresas brasileiras para apresentarem seus projetos a investidores estrangeiros. O resultado foi que 21% receberam capital de sócio investidor depois de passar por pelo menos um dos treinamentos oferecidos pela Agência.

O trabalho da Apex-Brasil nesta área consiste em preparar os empresários para se apresentarem aos potenciais sócios, apoio à elaboração do plano de negócios e realização de rodada de investimentos onde o investidor e a empresa são colocados frente a frente, em um modelo parecido ao do Venture Point da EmTech Brasil.

“Empresas inovadoras ou com grande potencial de crescimento e com presença internacional têm muito apelo para os investidores. Nós mapeamos o que os investidores buscam e, por outro lado, apoiamos os empresários brasileiros a ressaltar os pontos fortes do empreendimento e a explicar o negócio de uma forma mais atrativa”, explica Maria Luisa Cravo Wittenberg, gerente de Investimentos da Apex-Brasil.

A Oca Filmes é uma das que recebeu este ano aporte de um fundo e espera com isso entrar no mercado global de animação em 1/3 do tempo que demoraria caso estivesse por conta própria. Em 2013, a Oca participou de um evento promovido pela Apex-Brasil para entender como seria a relação com um possível investidor, os benefícios e as obrigações da empresa e se capacitar para estar diante de fundos disputando esses recursos com outros candidatos. “Fizemos o pitch training e nos encontramos com investidores, mas não colhemos frutos imediatos. Gosto de dizer que naquele momento foi plantada uma semente que acabou de germinar com o aporte que recebemos recentemente”, afirma Ana Paula Catarino, uma das sócias da Oca.

A startup Ventrix, que se propõe a democratizar a realização de exames cardiológicos com emissão de dados online, também se planeja para entrar no mercado internacional no próximo ano. Roberto Castro Júnior, sócio-proprietário da Ventrix e Doutor em Engenharia Biomédica pela Universidade de São Paulo, credita ao coaching da Apex-Brasil o sucesso dos negócios hoje. “É de extrema importância que o empresário esteja preparado para apresentar seu negócio para o investidor. Fiz o pitch training e participei de Demo Days três vezes até que consegui encontrar o investidor certo, na hora certa e me apresentei exatamente como eles queriam me ver”, conta.

Ele estima que se não tivesse recebido o investimento, a escalabilidade da Ventrix seria possível em cerca de 1/5 do tempo planejado atualmente. Hoje, a startup emite cerca de 3 mil laudos por mês e a expectativa é alcançar 8 mil laudos até o final deste ano e 100 mil laudos até o final de 2019. A partir do ano que vem, Castro Junior quer expandir seu negócio para a África e América Latina.

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