Robótica

FAA vai testar a capacidade de drones de desviar de obstáculos sozinhos

A realização dos sonhos de uma indústrial de drones comerciais nos EUA pode estar nos testes de segurança que começarão na próxima semana.

  • quarta-feira, 18 de novembro de 2015
  • Por Tom Simonite
  • Tradução por Elisa Matté (OPINNO)


Imagem: Este robô usa o software da Precision Hawk. A empresa está ajudando a FAA a decifrar como aviões não tripulados poderia voar com segurança para além da linha de visão de seus pilotos.

Grandes empresas como a Amazon e Intel, bem como muitas startups menores, estão apostando fortemente na ideia de que drones se tornarão disponíveis para tudo, desde a agricultura até empacotamento de entregas. Uma série de testes de vôo programada para começar na segunda-feira em Butner, Carolina do Norte, vai ajudar a determinar se e como a Administração Federal de Aviação vai deixar esse sonho se tornar realidade no espaço aéreo dos EUA.

Os vôos são parte de um programa da FAA com o intuito de testar como drones pode operar com segurança além da linha de visão de seus pilotos e lidar com problemas como encontrar aeronaves convencionais, tripuladas. Os testes estão sendo realizados pela empresa de software e serviços de drones Precision Hawk.

Projeto de regulamentação de segurança para os drones comerciais com peso inferior a 55 libras divulgados pela FAA em fevereiro deste ano proibia voos além do campo de visão do piloto. Isso representa um obstáculo para as esperanças da indústria de utilizar drones para mapeamento topográfico em larga escala para agricultura ou para a entrega de pacotes (veja “FAA’s Caution Not the Only Obstacle for Drone Delivery”). Alguns países, como a França, permitem que os pequenos aviões operem além da linha de visão em cenários específicos, onde o risco de acidentes é considerado reduzido, como para inspeções ferroviárias. Mas a abordagem da FAA restringe esses voos até que haja tecnologia disponível que possa garantir mais ativamente a segurança.

Precision Hawk foi escolhida pela FAA, porque está desenvolvendo esse tipo de tecnologia. Ela pode fazer um drone agir automaticamente, pousando ou virando, se chegar muito perto de uma área proibida como um aeroporto, ou se uma aeronave convencional de repente aparece. O sistema da empresa, chamado LATAS, que significa sistema de rastreamento e prevenção de baixa altitude [low-altitude tracking and avoidance system], pode usar a rede de celular da Verizon, satélite, ou sinais de localização de aeronave padrão para monitorar e se comunicar com os drones.

Os teste que começarão na próxima semana vão envolver fazer aeronaves convencionais passar perto de drones para testar como eles podem responder com segurança. No primeiro teste, uma "aeronave intrusa", papel que será realizado por um parapente motorizado no teste de segunda-feira, vai se aproximar de um drone dentro do campo de visão de seu piloto para testar a que distância ele ou ela pode detectar e responder adequadamente.

Testes posteriores vão repetir esse cenário, mas deixar o LATAS lidar com a situação. Um dia, os teste envolverão drones operando além do campo de visão de seus pilotos.

"Queremos avaliar a capacidade de uma pessoa que navega um drone e procura perigos no espaço aéreo visualmente contra deixar o drone tomar algumas decisões", diz Tyler Collins, que lidera o trabalho no LATAS no Precision Hawk. "Nós esperamos mostrar à FAA que, à medida que introduzimos esta tecnologia ela nos permite criar um espaço aéreo mais seguro".

Marty Rogers, diretor de negócios para o Alaska Center for Unmanned Aircraft Systems Integration da Universidade do Alasca, em Fairbanks, diz que mostrar que essa tecnologia pode funcionar é crucial para a indústria de drones comerciais nos EUA

Trabalhos como inspecionar pontes ou turbinas eólicas e tirar fotos são possíveis com o drone à vista. Mas para a inspeção de grandes fazendas ou longos trechos de linhas de energia ou tubulações ser eficiente é necessário deixá-los ir mais longe. "Não há realmente nada de dinheiro quando se opera apenas no campo de visão", diz ele. "Há muito em jogo com isso".

Precision Hawk é uma das quatro empresas que trabalham com a FAA em um programa chamado Pathfinder, projetado para testar tecnologias que podem permitir a utilização mais ampla de drones nos EUA. Os outros são CNN, investigando drones que voam em áreas urbanas para coletar notícias; BNSF, teste voos que vão além do campo de visão para inspecionar vias férreas; e a empresa federal CACI, testando a tecnologia para detectar drones que chegam muito perto de aeroportos.

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