Informática

Relógios Inteligentes Mostram Mais Estilo e Substância

Novos e melhorados relógios inteligentes foram revelados no Mobile World Congress, mas os consumidores ainda não se convenceram.

  • quarta-feira, 4 de março de 2015
  • Por Lucas Laursen
  • Tradução por Elisa Matte (OPINNO)

Imagem: O relógio inteligente LG Urbane.

De informar o tempo a lhe dizer quantas vezes seus posts foram retwitados, o relógios continua assumindo novas funções. Os a mostra na edição deste ano do Mobile World Congress, em Barcelona, Espanha, finalmente adicionar forma à sua funcionalidade - mas está longe de estar claro quais as características procuradas para esses dispositivos.

Fabricantes de dispositivos estão lutando para atrair consumidores para os relógios inteligentes, cujas vendas têm sido modestas em comparação com as de smartphones e tablets. O Apple Watch, que estará à venda no próximo mês, vai dar um grande impulso à categoria emergente ou confirmar que computadores usados no pulso são um interesse de nicho.

Ao contrário da primeira rodada de relógios inteligentes, o LG Urbane ou a Huawei Watch, ambos anunciados no MWC esta semana, podem se passar por relógios de luxo convencionais quando suas telas redondas estão no modo relógio. Ambos são generosamente concebidos e vêm em várias cores com pulseiras de metal e couro. Diferentemente da maioria dos relógios inteligentes, que têm vidro temperado, o modelo Huawei, que estará à venda no meio desse ano, tem cristal de safira.

Como a maioria dos outros relógios inteligentes no mercado hoje, o dispositivo Huawei usa o sistema operacional Android Wear. O Urbane vem em duas versões: uma que usa o Android, e outro que apresenta o WebOS – um sistema operacional desenvolvido originalmente pela HP para smartphones e tablets, mas que agora é um projeto open source. Nem Huawie nem a LG anunciaram preço para seus dispositivos.

Executivos da LG reconhecem que o uso do WebOS é um experimento. Graças a um chip e às antenas de celular, o Urbane pode fazer chamadas telefônicas e lidar com mensagens sem a necessidade de estar ligado a um smartphone. Esse tipo de ligação via relógio não é novidade: elas já são possíveis desde o lançamento do Samsung Gear S, embora esse relógio requeira um telefone Samsung para ser configurado. Mas essa funcionalidade muitas vezes parece supérflua em um dispositivo usado no pulso (veja “So Far, Smart Watches Are Pretty Dumb”).

Também ficou claro no centro de exposições do Mobile World Congress hoje que fabricantes de relógios e smartphones e empresas de exercícios físicos estão explorando o que têm a oferecer um ao outro. O Huawei Watch estava em exposição ao lado do Talkband, uma pulseira com um fone de ouvido Bluetooth removível. Em um estande próximo, uma parede de pulseiras de monitoramento de atividades físicas revelou mais cores que o arco-íris.

Algo terá de mudar para os relógios inteligentes venderem mais que as pulseiras que monitoram atividades físicas que atualmente dominam as vendas de dispositivos vestíveis. Um relatório da Pricewaterhouse Coopers diz que 51 por cento dos consumidores entrevistados no ano passado estavam interessados em pulseiras de monitoramento de atividade física, mas apenas 35 por cento disseram que queriam relógios inteligentes. Os dados de vendas mostram uma preferência ainda mais desequilibrada pela beleza: os consumidores compraram 13,5 milhões de monitores de atividade física no ano passado, segundo a empresa de pesquisa de mercado GFK, em comparação com quatro milhões de relógios inteligentes.

Alguns fabricantes estão apostando que podem aumentar o apelo dos relógios inteligentes colocando neles tecnologias de pagamento móvel. Assim como o Apple Watch, o Urbano LTE contém uma antena de comunicações de campo próximo para realizar pagamentos em lojas.

Relógios futuros também podem precisar competir em interface com o usuário e design tanto quanto em recursos brutos. Essa parece ser a lição do desbravador do campo Pebble, que anunciou recentemente um novo design e interface para seus relógios (veja “A Smart-Watch Pioneer Has an Answer for Apple”) No mês passado Pebble lançou ainda outra campanha de crowdfunding e pré-vendas, e já arrecadou quase 28 vezes o seu objetivo original.

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