Materiais

Folhas de Iluminação Usando Metade da Energia de Lâmpadas

OLEDs são altamente eficientes, mas caros. Melhores materiais e métodos de fabricação estão mudando isso.

  • Quarta-feira, 08 de outubro de 2014
  • Por Kevin Bullis
  • Tradução por Elisa Matte (Opinno)


Luzes OLED feitas pela OLED funcionam. Os âmbar não emitem luz azul, que tem maior probabilidade de interferir com o sono, tornando-os ideais para hospitais.

A próxima grande coisa na iluminação poderiam ser as folhas que usam metade da energia que um dispositivo elétrico fluorescente equivalente e pode ser revestir paredes ou tetos. As folhas contêm LEDs orgânicos, ou OLEDs - o mesmo tipo de tecnologia usada em alguns televisores ultrafinos e smartphones.

OLEDs podem ser usados ​​em folhas grandes, porque as moléculas orgânicas emissoras de luz podem ser depositadas sobre superfícies grandes. Eles também são mais frios que os leds então não precisam de resfriadores complexos. Tornando a estrutura mais simples. A iluminação com OLED é de 10 a 100 vezes mais cara que a iluminação normal, mas à medida que os custos caem poderiam, um dia, substituir luzes fluorecentes comuns.

Nas últimas semanas, os pesquisadores anunciaram avanços que podem melhorar significativamente a eficiência da iluminação com OLED. Por exemplo, uma startup chamada Pixelligent encontrou uma maneira de dobrar ou triplicar a saída de luz. Ele faz isso através de nanopartículas que facilitam a transição para a luz que passa entre as partes de um dispositivo OLED. Isso evita reflexos e permite que mais luz saia.

Várias empresas também estão fazendo progresso em direção à redução de custos. Konica-Minolta e OLED Works (uma empresa formada a partir de ex-divisão de OLED da Kodak) estão ambas desenvolvendo novas técnicas de produção mais baratas. Estas empresas, bem como a empresa holandesa Philips, planeja aumentar a produção de iluminação OLED no próximo ano ou dois, o que também deve reduzir os preços.

Imagem: Nanopartículas dispersas desenvolvidas pela Pixelligent são usadas ​​para aumentar a quantidade de luz que um OLED emite.

A iluminação OLED é cara, em parte, porque os fabricantes costumam usar equipamentos desenvolvidos para fazer monitores de alta resolução, diz Michael Boroson, o diretor de tecnologia da OLED Works. Sua empresa está redesenhando seu equipamento para usar menos material e trabalhar mais rapidamente.

No terceiro trimestre deste ano, Konica-Minolta vai começar a produção em larga escala de luzes OLED em folhas de plástico flexível. A empresa utiliza o processamento "rolo-a-rolo", que deve ser mais rápido e mais barato do que as luzes de OLED em lotes, como é feito agora. A fábrica será capaz de produzir um milhão de painéis de 15 centímetros por mês.

Mesmo com esses avanços, vai demorar anos para reduzir os custos o suficiente para tornar a iluminação OLED amplamente utilizada. Lâmpadas OLED custam até 9 mil dólares hoje. Mas, a Philips pretende introduzir produtos OLED no início de 2017, que custam entre US$ 600 e US$ 1.600. Os custos devem cair ainda mais à medida que a escala de produção aumenta.

A pesquisa fundamental também pode tornar a iluminação OLED mais realista. A iluminação OLED combina luz vermelha, verde e azul, mas a luz azul é relativamente ineficiente. Na semana passada, Stephen Forrest, professor de ciência dos materiais e engenharia na Universidade de Michigan, publicou um trabalho sobre um material mais duradouro e eficiente, que pode resolver este problema.

"OLEDs produzem uma bela folha de luz", diz Forrest. "Eu acredito que a iluminação OLED será uma fonte de iluminação muito importante no futuro, talvez, uma dominante. Mas há uma grande diferença entre o que podemos fazer agora e o que precisamos para abaixar os custos".

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