Informática

Como Pode um Avião Civil Ser Abatido Acidentalmente?

Não é certo se o voo 17 da Malaysia Airlines foi derrubado por ter sua identidade confundida, mas é plausível.

  • Segunda-feira, 21 de julho de 2014
  • Por Dave Majumdar
  • Tradução por Elisa Matte (Opinno)


Imagem: Destroços: Restos do voo 17 da Malaysia Airlines próximo a Hrabove, Ucrânia.

Separatistas pró-Russia podem ter derrubado o voo 17 da Malysia Airlines sobre o leste da Ucrânia na quinta-feira porque confundiram o avião civil com outra coisa. Enquanto nós ainda não sabemos se essa explicação é correta, ela parece plausível para especialistas em tecnologia de míssil, que dizem que os sistemas que envolvidos no evento criam amplas oportunidades para aviões serem identificado erroneamente.

Acredita-se que a arma usada para abater o Boeing 777 - que levava 298 pessoas - seja o Buk sistema de mísseis superfície-ar - conhecido no jargão ocidental como SA-11 Gadfly ou SA-17 Grizzly. Existem algumas versões do sistema Buk que podem atingir aeronaves a mais de 80.000 pés e a distânciasde mais de 30 quilômetros.

O sistema Buk foi originalmente concebido para defender frentes de batalha de tropas terrestres de ataques aéreos, diz Steve Zaloga, especialista em sistemas de mísseis do Teal Group, uma firma de consultoria de defesa, com sede na Virgínia. Devido a seu propósito como arma tática no apoio de frentes de batalha, o Buk não é conectado a redes de defesa aérea nacionais e pode ser operado de forma independente, utilizando seu próprio sistema de radares, diz Zaloga.

Os operadores sentar dentro de um veículo de lançamento muito apertado olhando para uma tela de radar básica que mostra os vários objetos que o sistema está detectando. Mas sem a rede maior, essa informação tem muito pouca informação de contexto. Isso explica por que seus operadores podem não ter tido informação suficiente para distinguir o avião civil de uma ameaça militar. "Isso pode definitivamente ter sido um erro", diz Zaloga.

Sendo o design soviético, a interface de usuário é bastante simples, diz Michael Pietrucha, ex-oficial de eletrônica de guerra F-4G e F-15E e especialista em defesas aéreas. Pietrucha diz que treinou a operação de um sistema de fabricação russa semelhante durante a década de 1990 com as forças alemãs.

Pietrucha diz que a versão especifica do Buk que provável é operada pelos rebeldes poderia ter sido, especialmente, incapaz de distinguir entre tráfego aéreo civil e militar por causa de uma peculiaridade relacionada aos transpônderes dos aviões. O transpônder é um dispositivo que transmite a identidade de uma aeronave, quando um radar "interroga" por informações.

As aeronaves militares e civis costumam usar os mesmos tipos de sinais em seus transpônderes e, portanto, o sinal não pode ser usado como um "discriminador" para um sistema que tem como alvo aviões militares, diz Pietrucha. O sistema tem que ser conectado ao sistema nacional de controle de tráfego aéreo para usar essa informação de forma eficaz.

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