Comunicação

Startup Deixa Escritórios Saber Quem Acabou de Chegar

A startup sediada em Boston está ajudando as empresas a acompanhar seus funcionários ao redor do escritório usando balizas de sensores sem fio, para melhorar a colaboração.

  • Segunda-feira, 07 de julho de 2014
  • Por Suzanne Jacobs
  • Tradução por Elisa Matte (Opinno)


Imagem: Companheiros de escritório: um dispositivo que contém um iBeacon e o aplicativo para smartphone Robin.

No escritório do futuro, você talvez não simplesmente entre em uma sala, mas sim logar automaticamente nela. Isso é o que pensa Sam Dunn, CEO e cofundador da startup Robin sedeada em Boston. A empresa está usando sensores sem fio para que os prédios de escritório saibam quem está dentro dele e para que os funcionários saibam exatamente onde seus colegas estão.

Com o software de Robin, quando os funcionários entram em uma sala, seus smartphones alertam um transmissor sem fio usando Bluetooth LE. Eles podem compartilhar certas informações predefinidas com os colegas, que podem ser diferentes para, digamos, uma sala de conferências do que para uma cozinha. Quando alguém entra em uma reunião, por exemplo, todos à mesa poderiam ter acesso automático ao nome da pessoa, seu usuário no Twitter, perfil do LinkedIn e, talvez, uma apresentação compartilhada no Dropbox. O sistema trabalha atualmente com iBeacons, sensores de rede sem fio desenvolvidos pela Apple para alertar dispositivos iOS quando estão em locais específicos, e alguns outros dispositivos Bluetooth LE.

Até agora, o sistema de Robin foi implementado em um número limitado de locais. News Corp, a editora e empresa de jornal, utiliza a tecnologia em seu andar executivo em Nova Iorque para a reserva de salas e mesas; diversos escritórios compartilhados em todo o país a utilizam para manter o controle da ocupação das salas em geral e da disponibilidade.

Robin não é o único grupo a testar com os iBeacons. Burcin Becerik-Gerber, professor assistente de engenharia civil e ambiental da Universidade do Sul da Califórnia, tem feito um trabalho semelhante em seu laboratório, embora seus interesses primários estejam em rastrear bombeiros e vítimas em prédios em chamas, e na melhoria da eficiência energética em edifícios de escritório através da identificação de salas vazias (veja "Innovators Under 35: Burcin Becerik-Gerber").

Becerik-Gerber nota que há um problema óbvio de privacidade no rastreamento de pessoas, mas que as pessoas já fornecem tantas informações sobre si que podem aceitar sem problemas.

A equipe da Robin reconhece a questão de privacidade, mas Dunn não acredita que será um grande problema. Ele compara o ato de ter um perfil na Robin e entrar em um edifício de escritórios a ter um perfil no Facebook e entrar em um grupo.

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