Comunicação

Ferramenta Vestível de Auto-Monitoramento Fica à Escuta de Bocejos, Tosse e Mastigadas

Um novo sensor vestível escuta sons que contradizem sua atividade e humor.

  • Segunda-feira, 23 de junho de 2014
  • Por David Talbot
  • Tradução por Elisa Matte (Opinno)


Imagem: Bom ouvinte: Este protótipo de detector piezoelétrico preso à cabeça de uma pessoa, atrás da orelha, capta ruídos do corpo, como mastigação e risada.

O reconhecimento de voz ficou sofisticado, mas as palavras faladas não são os únicos ruídos reveladores das atividades das pessoas. Nós também tossimos, rimos, rosnamos, rangemos os dentes, respiramos pesado e fazer outros sons que podem dar pistas sobre nosso humor e saúde.

Agora, pesquisadores da Universidade Cornell estão construindo um sistema projetado para detectar outros que emitimos além da fala. O sistema consiste de um microfone que é posicionado atrás da orelha do usuário e que, um dia, poderão incorporados a dispositivos como o Google Glass. Ao captar as ondas sonoras transmitidas através do crânio, ele consegue detectar pistas sutis sobre a atividade ou o estado emocional da pessoa que o está usando - quando a pessoa está comendo, por exemplo, ou está gripada - e poderiam tornar os dispositivos que monitoram atividades físicas ou saúde muito mais precisos.

"Vemos o 'quantified self' e o monitoramento da saúde decolar, mas um problema ainda não resolvido é como controlar o consumo de alimentos de forma automatizada", diz Tanzeem Choudhury, que liderou a pesquisa. "Isso pode detectar com precisão quando você começa a comer e com que freqüência você está comendo".

Se usado em um número grande o suficiente de smartphones, a tecnologia de Choudhury pode avaliar a saúde de uma cidade. "Esta pode ser uma ponte entre o monitoramento da poluição, da tosse e de outros sons respiratórios para melhor determinar como a poluição está afetando a população", diz ela.

Esta tecnologia também pode ser combinada com outros métodos de detecção ambiente em smartphones. O mais recente aparelho da Motorola, o Moto X, inclui um chip que ouve constantemente os sons ambientes buscando por determinadas palavras-chave (veja "The Era of Ubiquitous Listening Dawns") para determinar o que o dono do telefone está fazendo.

Rana el Kaliouby, cofundadora da Affectiva, uma empresa baseada em Massachusetts Waltham, que faz software que pode ler o rosto das pessoas para detectar suas emoções, diz que a tecnologia da Universidade de Cornell poderia ajudar tanto com a detecção do humor como o monitoramento da saúde. "Eu gosto do foco dado a sons corporais que não a fala. Sabemos, pelo nosso trabalho que estes sons são muito importantes e reveladores", diz ela.

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