Comunicação

Agora O Sensor de Inclinação de Seu Telefone Pode Identificá-lo

Minúsculas imperfeições no hardware de acelerômetros de smartphones e tablets geram pequenas "impressões digitais" únicas dentro dos dados que produzem, dizem pesquisadores.

  • Sexta-feira, 02 de maio de 2014
  • Por David Talbot
  • Tradução por Elisa Matte (Opinno)


Imagem: Imperfeições exclusivas: uma micrografia de um acelerômetro MEMS.

O sensor que permite que o seu telefone saiba a inclinação da tela também - graças a variações mínimas na fabricação - emite uma "impressão digital" única nos dados que gera que poderia abrir uma porta para o rastreamento do seu telefone mesmo quando todas as outras configurações de privacidade estiverem bloqueadas, dizem os pesquisadores.

Além de regular coisas básicas como a orientação da tela, os dados do acelerômetro são amplamente utilizado por aplicativos como pedômetros e jogos para celular. Enquanto isso, muitos aplicativos são mantidos por publicidade, o que levou os anunciantes a procurar novas maneiras de rastrear usuários e seus hábitos na web.

Mesmo que você não der a aplicativos acesso aos seus dados pessoais ou localização, os dados brutos de movimentos sozinhos - que podem ser feitos sem sua autorização - pode revelar a identidade única do telefone e rastreá-lo, diz Choudhury Roy Romit, um professor associado da Universidade de Illinois, que contribuiu com um artigo junto a seus colegas da Universidade da Carolina do Sul, que descreve o fenômeno. "Tem-se trabalho bastante para identificar o vazamento de informações ID em telefones", diz ele. "Estamos dizendo agora que os dados do acelerômetro que saem do telefone podem ser tratados como um ID."

Acelerômetros usam uma tecnologia chamada de sistemas micro-eletro-mecânicos, ou MEMS. No caso de um acelerômetro, pequenas barras de metal se movem entre outras barras de metal, em resposta ao movimento, alterando a capacitância elétrica e indicando movimento 3D. Usando essas informações, um smartphone pode determinar uma mudança na orientação da tela, ou traduzi-las a movimentos físicos de um personagem em um jogo.

Mas os dados subjacentes variam de forma muito discreta de um acelerômetro para o outro, descobriram os pesquisadores. Após testar 80 chips com acelerômetro - e mais 25 celulares com Android e dois tablets que usavam acelerômetros - os pesquisadores conseguiram identificar a impressão digital com precisão de 96 por cento.

Janne Lindqvist, pesquisadora de segurança móvel no Winlab da Rutgers University, diz que o trabalho é novo e importante. "Acelerômetros ainda não necessitam de 'permissões' para serem habilitados", diz ele. "Assim, eles podem ser usados ​​furtivamente. Acho que este é um grande trabalho e aponta ainda outra razão pela qual os smartphones não devem permitir acesso fácil aos dados do acelerômetro."

De fato, pesquisas anteriores já mostraram que os dados do acelerômetro também pode ser usados para decifrar senhas baseado nos toques que as pessoas fazem em seus telefones.

Não há regulamentos ou práticas que diga que os usuários devem dar permissão ativa antes de um aplicativo poder acessar os dados do acelerômetro (por outro lado, as pessoas devem dar permissão antes de revelar seus dados exatos de localização gerado pelo chips de GPS).

Choudhury disse que sua equipe estava trabalhando em maneiras de adicionar ruído aos dados do acelerômetro de forma a obscurecer a impressão digital enquanto mantendo os dados básicos de posição corretos. "Acreditamos que um pouco disso pode ser feito para a maioria dos aplicativos a não ser os que você precise de detalhes muito precisos", diz ele.

Outros sensores presentes em smartphones, como giroscópios, magnetômetros e microfones, também pode ter impressões digitais eletrônicas similares. "A coleta de tais impressões digitais de outros sensores poderia permitir que um dispositivo fosse rastreado a qualquer lugar e por longos períodos", diz Choudhury.

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