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Será que Algum Aplicativo de Saúde vai Realmente Fazer Sucesso?

Existem aplicativos de grande sucesso com mapas, envio de e-mail, e catapultar pássaros. Por que não existe um para cuidados com a saúde?

  • Quarta-Feira, 25 de setembro, 2013
  • Por Rachel Metz
  • Tradução por Christiane Guarino Massuda (Opinno)

Geoffrey Clapp acha que um aplicativo móvel pode tornar os cuidados com a saúde melhor – tanto é que seu próximo aplicativo se chama apenas isso: Better [Melhor].

O aplicativo está sendo testado na Mayo Clinic, que é um investidor da startup do Clapp, e está programada para se lançada em outubro. O objetivo é permitir que as pessoas usem um smartphone para chegar a um médico, encontrar um diagnóstico ou manter o controle de seus registros médicos. O armazenamento de dados pessoais médicos e usar recursos de rastreamento da saúde será gratuito, mas os usuários serão cobrados com taxas mensais para acesso instantâneo aos enfermeiros e técnicos de saúde.

Better, que também é o nome da empresa, está entre uma série de empresas de saúde e fitness se concentrando no mercado de Internet móvel. Até agora, porém, aplicativos de saúde falharam. Para a decepção dos defensores da "e- saúde" que esperam ver esses aplicativos transformar o panorama médico, o número de americanos usando a tecnologia para rastrear sua saúde ou exercícios físicos não se alterou entre 2010 e início de 2013, segundo dados da Pew Internet & American Life Project.

Os modelos de negócio também foram ilusórios. Google lançou o aplicativo Google Health na Web em 2008, como uma forma das pessoas cercarem seus registros de saúde on-line, mas não foi amplamente adotado e fechou o ano passado. Pacientes que lutam contra problemas de saúde queixam-se que os desenvolvedores de aplicativos de telefonia ainda têm de desenvolver produtos realmente úteis.

Um dos objetivos básicos é dar as pessoas fácil acesso aos seus registros de saúde por um smartphone, algo que está se tornando possível, com os hospitais mudando do papel para registros eletrônicos. Essa informação pode ser útil ter à mão, não só quando se trata de uma doença grave, mas também em horas inesperadas, como quando um administrador pede o relatório de vacinação de uma criança no primeiro dia de escola. Clapp acha que fácil e rápido acesso à informação médica, irá reduzir os custos de cuidados com a saúde, aconselhando as pessoas, por exemplo, quando uma visita é chamado à sala de emergência ou quando ver o seu médico de família for suficiente.

Paul Limburg, um médico da Clínica Mayo que está trabalhando com Better, diz que o aplicativo atende as reclamações de alguns pacientes sobre a saúde ser muito confusa e às vezes de difícil acesso. O centro de saúde Minnesota já fez mais de 75 aplicativos disponíveis relacionados à saúde.

Better, que segundo Clapp vai estar disponível primeiro para o iPhone, vai incluir uma versão do verificador de sintoma online da Mayo, bem como o acesso a dados baseados em localização, como a contagem de pólen locais e listas de restaurantes saudáveis ​​em sua área. O aplicativo também vai dar aos pacientes da Clínica Mayo acesso direto a seus registros de saúde. Como ele suporta outros padrões para transmitir dados do paciente, como a Blue Button, ele poderia trabalhar com outros sistemas hospitalares também.

Para gerar receita, Clapp diz, que o aplicativo irá oferecer acesso a serviços pagos: o cliente pode apertar um botão para falar por telefone com uma enfermeira treinada, ou obter ajuda para coordenar exames e consultas médicas na Clínica Mayo. Clapp não revelou a tabela de preços, mas ele disse que um cliente médio pode pagar cerca de $ 125 por mês para o que ele chamou de "serviços de recepcionistas médicos".

Laurence Baker, um professor de pesquisa de saúde e política na Universidade de Stanford, diz que enquanto há "um enorme potencial" na organização de prontuários médicos, pode ser difícil obter as partes tais como: companhias de seguros, médicos e hospitais compartilhando os dados e obter pacientes que usem e confiem em aplicativos que incluem tais informações.

Clapp diz que Better ainda precisa resolver alguns detalhes legais para assegurar o prontuário eletrônico e garantir a conformidade com as regras diferentes dos estados (por exemplo, alguns estados permitem telemedicina em todo estado somente por meio de videoconferência, enquanto outros permitem a prática por áudio). Mas cerca de 500 pacientes, médicos e enfermeiros já estão testando o aplicativo, diz ele, usando-o para acompanhar gravidez, diabetes, hipertensão ou a saúde de seus filhos.

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