Informática

Qualcomm Propõe uma Rede Móvel Feita Pelas Pessoas Para as Pessoas

A velocidade das redes móveis nas áreas urbanas poderiam aumentar dramaticamente se consumidores conectassem pequenas bases públicas à sua rede doméstica

  • Segunda-Feira, 06 de Maio de 2013
  • Por Tom Simonite
  • Tradução por Elisa Matte (Opinno)


Ajuda de casa: O sinal das pequenas, estações base de telefonia celular privada (quadrados vermelhos), que alguns consumidores têm neste bairro de San Diego poderia oferecer cobertura forte para toda a área se fosse tornada disponível para qualquer assinante.

A fabricante de chips para celulares Qualcomm e algumas operadoras de telefonia móvel dos Estados Unidos estão investigando uma idéia que iria fazer pequenas estações base de telefonia celular instaladas em casas servir usuários de passagem. Acredita-se que essa abordagem seria uma maneira mais eficiente de atender à crescente demanda por dados e corrigir a cobertura irregular sem ser pela construção de mais torres tradicionais.

Diretor de tecnologia da Qualcomm, Matt Grob, lançou a idéia em um evento em Santa Clara, Califórnia, na terça-feira, mostrando uma estação base pequena o suficiente para ser integrada em um roteador doméstico. "Estamos trabalhando intensamente com os operadores sobre este projeto em particular", disse Grob ao MIT Technology Review depois de sua apresentação. Qualcomm instalou 20 dos pequenos protótipos em edifícios de escritórios em torno de seu campus em San Diego. Uma pessoa dirigindo ou caminhando pela área recebe um sinal mais forte em seu telefone e downloads mais rápidos, como o seu dispositivo com saltos entre as muitas pequenas estações-base, cada um com espaçado por algumas dezenas de metros. "Nosso próximo passo é fazer um teste maior, com um operador de rede e um fornecedor de infra-estrutura", diz Grob.

As operadoras de celular já vendem pequenas estações base de telefonia celular para uso pessoal e, as vezes, os entregam de graça para as pessoas com sinal ruim em casa, mas eles são lançados como dispositivos pessoais. Os usuários podem configurar para servir apenas aos dispositivos que especifica. AT&T permite esse recurso por padrão, mas a Verizon e a Sprint não fazem isso, o que significa que algumas pessoas que usam essas redes já podem estar operando estações base abertas de suas casas sem perceber. Grob propõe tornar explícito que os dispositivos são infra-estrutura pública e redesenhar os dispositivos para melhor atender esse papel. "Eu ainda posso comprar o aparelho, mas a sua cobertura e capacidade está disponível para os transeuntes", diz Grob. "Isso não substitui a infra-estrutura de rede existente, mas contribui significativamente para isso."

A abordagem poderia ser atraente para as redes móveis que experimentam rápido crescimento da demanda por dados móveis, impulsionada pela popularidade dos smartphones, tablets e vídeos online. AT&T informa que os dados móveis usados em sua rede subiram 250 vezes em cinco anos.

Mesmo um número relativamente pequeno de tais pequenas estações-base em residências e escritórios poderiam aumentar significativamente a cobertura móvel, diz Grob. A Qualcomm trabalhou com a AT&T em um estudo de viabilidade onde os engenheiros da Qualcomm pesquisaram um bairro de San Diego, onde alguns clientes da AT&T já tinham estações base particulares en casa. Embora apenas algumas pessoas tivessem esses dispositivos, sinal suficiente chegou às ruas, eles foram configurados para estar disponíveis para qualquer assinante, eles poderiam atuar efetivamente como uma segunda rede de telefonia celular na área, diz Grob. "Se estas estações base fossem abertas, seria uma boa rede".

Porque as estações base em casa estão conectadas à banda larga doméstica, um lançamento em massa de tais dispositivos, provavelmente requer cooperação entre provedores de banda larga ou redes de cabo e operadoras de telefonia móvel. Mas Grob diz que poderia ser um novo negócio atraente para essas empresas, que poderiam instalar estações base em roteadores domésticos ou oferecer modens aos clientes e, em seguida, fazer acordos com as redes móveis. "Você poderia chamar os operadores e dizer, eu vou deixar seus clientes vagar e isso só vai lhe custar tanto."

A Qualcomm calculou que a largura de banda oferecida desta maneira poderia ser mais barata do que o custo de provê-la com torres convencionais adicionais. No entanto, um provedor de banda larga teria que implantar tecnologia para garantir que a internet banda larga da casa não iria sofrer pelo excesso de uso por usuários de telefones móveis próximos.

Martin Garner, que investiga os serviços móveis para os analistas CCS Insight, diz que a idéia de Grob pede que operadoras de telefonia móvel mudem muita coisa sobre suas operações e modelo de negócio, mas eles podem decidir que vale a pena.

"Os consumidores hospedar células abertas, públicas em suas casa vai contra a cultura tradicional da telco", diz Garner. "Mas eu também acho que a maioria deles estão dolorosamente cientes da taxa de crescimento de uso de dados e sei que eles precisam abraçar outras formas de fazer as coisas."

Muitas das principais operadoras estão lançando pontos de wifi públicos e outros serviços para reduzir a carga sobre suas torres, aponta Garner "mas ao longo do tempo, pode haver também a necessidade de utilizar células pequenas, que utilizam espectro diferente, dando mais capacidade ".

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