Negócios

É Aqui que Eles Fazem os Smartphones Android Baratos da China

Apple e Samsung, cuidado. Praticamente qualquer um pode fazer um smartphone nos dias de hoje.

  • Sxeta-feira, 15 de Março de 2013
  • Por Michael Standaert
  • Tradução por Elisa Matte (Opinno)

Um pouco mais de um ano atrás, o empresário Liang Liwan de 38 anos não estava fazendo smartphones. Este ano, ele espera construir 10 milhões deles.

A empresa de Liang, Xunrui Comunicações, compra componentes de smartphone e depois os envia para várias pequenas fábricas nos arredores de Shenzhen, no sul da China. Lá, Trabalhadores com dedos hábeis juntam as peças em smartphones básicos que são vendidos no varejo por tão pouco quanto USD$65.

Fabricantes construiram cerca de 700 milhões de smartphones no ano passado. Mas o mercado tem assumido a forma de um alteres. De um lado estão nomes conhecidos como Apple e Samsung, vendendo telefones caros por USD$ 300 a USD$ 600, por outro lado, centenas de marcas chinesas menos conhecidas fornecidos por mais de mil pequenas fábricas.

A mudança começou em 2011, quando os fabricantes de chips de computador começaram a vender conjuntos de chips de prateleira -conjuntos de processadores que são os cérebros de um telefone touch-screen. Esses aliados ao sistema operacional livre do Google, Android, tornou os smartphones muito mais fáceis de produzir.

A enxurrada de dispositivos de baixo custo poderia prejudicar os fabricantes de celulares que estão com dificuldades como a Nokia e também podem forçar a Samsung e a Apple a oferecer modelos mais baratos. "Eles atingiram o seu pico", disse Liang durante uma entrevista perto de seu escritório em Shenzhen, que se tornou um centro para os fabricantes de eletrônicos. "Na técnica [de produção] estamos perto do mesmo nível. Então, a única diferença será o custo e a marca."

Empresas chinesas maiores, como Lenovo e Huawei, também invadiram o mercado da China com os telefones de alcançe médio que custam perto de USD$ 200. Lenovo capturou 12 por cento do mercado da China no ano passado.

Telefones baratos: Trabalhadores montam smartphones por USD$65 na Guo Wei Global Electronics, uma das centenas de pequenas fábricas chinesas que agora estão construindo computadores móveis.

Os telefones de Liang são do tipo ultra-barato. Ele os constrói em várias fábricas de Shenzhen, como a Shenzhen Guo Wei Global Electronics, um edifício comum, que abriu em 1991 como um fabricante de telefones fixos e equipamentos de áudio. No Guo Wei, jovens engenheiros Xunrui passeam fumando cigarros e bebendo Coca-Cola quente enquanto jogam jogos em várias marcas de laptops.

Um andar acima, passando por um detector de metal e um recinto onde ar em alta pressão assopra poeira e outras impurezas das roupas azuis dos trabalhadores, estão suas linhas de produção - cinco delas, cada uma com 35 jovens trabalhadores capazes de soldar e empacotar até 3,000 smartphones por dia.

Guo Wei teve de fazer alguns investimentos para entrar no jogo dos smartphone, incluindo a importação de equipamentos de inspeção de solda novos da Coréia. Uma linha de produção custa cerca de USD$ 1,6 milhão para criar, de acordo com Li Li, gerente de produção da fábrica, que exibiu o equipamento.

"As técnicas são muito complicadas em comparação com os telefones mais velhos", diz Li, que se juntou à fábrica há 17 anos para trabalhar em um departamento que reparava telefones fixos.

Mas a verdadeira razão para a transição para os smartphones foi que no ano passado grandes fabricantes de chips, incluindo a MediaTek, com sede em Taiwan e a Spreadtrum, começaram a oferecer sistemas prontos: projetos de telefone, além de um conjunto de chips com Android e outro software pré-carregado. Spreadtrum diz que pode vender 100 milhões de unidades este ano.

Cada conjunto de chips custa USD$ 5 a USD$ 10, dependendo do tamanho da tela de um celular e outros recursos. No total, Liang diz, seu custo para fazer um smartphone é de cerca de USD$ 40. Ele diz que pode fabricar até 30.000 smartphones por dia para marcas como Konka Mobile e para operadoras de telecomunicações, como a China Unicom.

Nos Estados Unidos, o alto custo de um smartphone é geralmente mascarado pelas empresas sem fio, que dão descontos absurdos se os consumidores assinarem em um contrato. Na China isso também acontece. Liang diz que seus telefones vendem no varejo por cerca de USD$ 65 ou USD$ 70, mas podem custar apenas USD $ 35 com um contrato.

Isto está tornando a China, hoje o maior mercado mundial de smartphones, um lugar desafiador para as empresas estrangeiras competir. A Apple é responsável por 38 por cento das vendas de smartphones nos EUA, mas sua participação na China é de 11 por cento e está caindo. Google tem problemas até maiores para ganhar dinheiro. Mesmo que os dispositivos usem o Android, muitas vezes não vem com aplicativos do Google e a ferramenta de busca instalada (veja "Android Deslancha na China, mas o Google tem Pouco a Ver Com Isso").

Liang diz que seu objetivo é fazer smartphones que são acessíveis, mesmo que eles ainda não sejam tão bons quanto um iPhone. Isso significa que a câmera e a tela de LCD podem não ser as melhores e a duração da bateria pode ser mais curta. "Eu sempre uso a palavra 'aceitável'", diz ele. "Muitos usuários só precisam de um produto aceitável. Eles não precisam de um produto perfeito."

O que é certeza, diz Liang, é que a qualidade dos telefones que suas fábricas produzem irá melhorar, "Não há lucro no fundo do poço", diz ele. "Todo mundo está tentando melhorar suas técnicas."

Su Dongxia ajudou com a interpretação e pesquisa.

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