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Asteroides Poderiam Ser Explorados para Combustíveis, Diz Companhia

Uma nave espacial em órbita poderia ser reabastecida com água retirada de planetoides – mas alguns especialistas duvidam da economia.

  • Quarta-feira, 25 de Abril de 2012
  • Por Jeff Foust
  • Tradução por Milena Dropa (Opinno)

Uma startup chamada Planetary Resources (Recursos Planetários) anunciou planos ambiciosos para pesquisar asteroides e basicamente explorá-los procurando por água que poderia ser convertida em hidrogênio líquido e oxigênio necessários para reabastecer uma espaçonave em órbita.

Caçador de asteroides: Uma figura artística mostra o primeiro satélite que a Planetary Resources pretende lançar.
Fonte: Planetary Resources

A companhia pretende começar lançando uma série de pequenos satélites na órbita da Terra com telescópios e instrumentos para estudar asteroides próximos da Terra e identificar os candidatos mais promissores para missões exploratórias futuras. O primeiro desses satélites Arkyd-101, atualmente em desenvolvimento, será lançado em dois anos, provavelmente pegando carona para a órbita no lançamento de um satélite maior, anunciou a companhia em uma conferência para a imprensa no Museu do Voo (Museum of Flight) em Seattle hoje.

Escorada por uma equipe de celebridades investidoras, incluindo Larry Page, Eric Schmidt, James Cameron e Ross Perot Jr, os quais estão investindo quantias não reveladas, a Planetary Resources planeja colher gelo e outros químicos voláteis de asteroides próximos e trazê-los para abastecer depósitos na órbita da Terra – essencialmente, mini estações espaciais onde a espaçonave poderia atracar – em 2020. Uma vez lá, a água poderia ser transformada em propulsores e vendida para encher os tanques de tudo, de satélites comerciais a veículos espaciais da NASA.

Estudos da NASA descobriram previamente que depósitos de combustíveis poderiam reduzir o preço da exploração do espaço profundo, pois a espaçonave poderia decolar da Terra com menos combustível que atualmente, o que permitiria o uso de foguetes menores e mais baratos. Encher um depósito orbital com propulsores de asteroides poderia ser muito menos oneroso no final das contas que abastecendo os mesmos na Terra, de acordo com o cofundador da Planetary Resources Eric Anderson.

Uma nova gama de novos sistemas comerciais, desde a série de veículos de lançamento de baixo custo da série Falcon, da SpaceX, até grandes módulos de estações espaciais em desenvolvimento pela Bigelow Aerospace, poderia também se beneficiar de tais depósitos, disse Anderson.

O plano tem seu time de céticos. “Tecnicamente, eles poderiam fazer isso? Eu não tenho dúvidas,”, diz Henry Hertzfeld, professor da Universidade George Washington que estuda políticas e economia espaciais. Entretanto, ele não tem certeza de quem seriam os clientes ou o quanto estariam querendo pagar, e ele diz que a ideia de explorar asteroides levanta questões legais ainda não resolvidas. A propriedade dos recursos espaciais é uma zona cinzenta na lei espacial, sem permissão clara para direitos de propriedade privada sobre asteroides e outros corpos celestiais. “Você pode facilmente construir um caso contraditório que não faz sentido algum,” diz Hertzfeld.

A equipe da companhia inclui diversos ex-engenheiros do Laboratório de Propulsão a Jato da NASA que “saltaram da nave para vir e realmente redefinir a forma como a exploração robótica do espaço pode ser feita,” disse o presidente da companhia Chris Lewicki, veterano das missões Mars Exploration Rover e Phoenix Mars Lander. A ênfase, disse ele, será nas pequenas equipes e espaçonaves simples e baratas; cada Arkyd-101 pesa apenas 20 kg. Graças às novas tecnologias como as comunicações de baixa energia e banda larga a laser, estes pequenos satélites devem ser capazes de fazer o que uma grande espaçonave da NASA fez algumas décadas atrás. Anderson disse que a companhia pode também tentar vender satélites para o governo e clientes comerciais, providenciando um fluxo de renda em curto prazo.

Lewicki reconheceu que a exploração real de asteroides ainda está a anos no futuro para a Planetary Resources. Porém, disse ele, “nós estamos dando o primeiro passo necessário para tornar isto mais próximo da realidade.”

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