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Jibo, O Robô da Família, Pode ser Fofinho, ou Bem Estranho

O "primeiro robô da família" do mundo é baseado em esforços de despertar respostas emocionais em humanos - uma ideia poderosa, mas cheia de desafios.

Will Knight 16/07/2014

Imagem: Jibo foi desenvolvido pela especialista em robótica Cynthia Breazeal.

Cynthia Breazeal anunciou um produto feito com a intenção de alterar fundamentalmente a maneira como interagimos com a tecnologia: o "primeiro robô familiar do mundo", chamado Jibo.

Lembrando um abajur estático, mas animado (parecendo um rostinho brilhando), Jibo é feito para executar tarefas relativamente simples, como filmar, transmitir mensagens e ligar e desligar interruptores. A ideia também é deixar que desenvolvedores externos criem aplicativos que façam interface com o Jibo. Não há nada de especial na funcionalidade prometida, mas se a interface funcionar como anunciado (veja o vídeo promocional), será extraordinário. Não há botões convencionais, toques especiais na tela ou comandos que precise aprender para usar o Jibo; você simplesmente fala com ele como se fosse uma minúscula pessoa robótica.

Jibo promete nos deixar experimentar a tecnologia de uma forma bem mais natural e há uma boa razão para acreditar que uma interface dessas seria agradável e atraente de usar (veja "An AI Pal that's Better than 'Her'"). Uma maneira mais natural de controlar dispositivos de consumo poderia, certamente, revelar-se útil à medida que eletrodomésticos inteligentes começam a se multiplicar em nossas casas - potencialmente simplificando uma confusão de diferentes interfaces de concorrentes.

Mas o impacto do Jibo dependerá inteiramente de quão bem ele lida com as complexidades da comunicação humana e com as sutilezas da interação social.

Algumas empresas de tecnologia já começaram a explorar mais interfaces "sociáveis​​", com produtos como a Siri, assistente comandada por voz da Apple. No entanto, o progresso lento destaca a dificuldade de desenvolver uma máquina que mantenha uma conversa convincente com uma pessoa, respeitando as nuances sociais (veja "Social Intelligence"). Logo, se a interface de voz do Jibo for muito limitada, ou se não conseguir responder a estímulos sociais corretamente, ele vai rapidamente se tornar mais estranho e incômodo do que brilhante.

No entanto, se o Jibo, ou algo similar, funcionar muito bem, poderia revelar-se irresistível. O trabalho acadêmico de Breazeal conseguiu implementar sinais sociais a robôs há várias décadas. Seu robô Kismet tinha olhos expressivos, orelhas e lábios desenhados para provocar e responder à emoção de usuários humanos e Breazeal e colegas descobriram que essas "máquinas sociais​​" poderiam provocar efeitos surpreendentemente poderosos sobre os seres humanos que interagem com eles.

Hoje o Kismet pode ser visto no Museu do MIT aqui em Cambridge, Massachusetts, e, embora ele fique parado atrás de um painel de vidro, é difícil não sentir um pouco de afeto quando você olha para seu rostinho excêntrico sorrindo. No entanto, provocar um efeito semelhante, enquanto servindo como assistente, vai ser um grande desafio para o Jibo.

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