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Esqueça o Caminho Mais Curto: Novo Algoritmo Encontra O Mais Bonito

Se você prefere uma rota mais bonita a uma mais curtas, os algoritmos de GPS são de pouca utilidade. Mas pesquisadores do Yahoo! têm em mãos uma abordagem que poderia mudar isso.

The Physics arXiv Blog 08/07/2014

A forma como navegamos pelas cidades tem se revolucionado nos últimos anos com o GPS. Basta colocar seu ponto de partida e destino que ele lhe dará o caminho mais curto entre A e B.

Está é geralmente a melhor opção quando se está dirigindo, mas para a caminhada o foco é outro. Muitas vezes, os pedestres querem o caminho mais silencioso ou o mais bonito, mas se eles usam um aplicativo de mapeamento, eles recebem pouca ajuda.

Agora isso pode mudar, graças ao trabalho de Daniele Quercia no Yahoo Labs em Barcelona, Espanha, e alguns colegas. Eles desenvolveram uma forma de medir a "beleza" de locais específicos dentro das cidades e criaram um algoritmo que escolhe automaticamente uma rota entre dois locais de forma a maximizar a beleza ao longo dela. "O objetivo deste trabalho é sugerir automaticamente rotas que não são apenas curtas, mas também emocionalmente agradáveis", dizem eles.

Quercia e col. começaram criando um banco de dados de imagens de várias partes do centro de Londres, obtidas através do Google Street View e do Geograph, sendo que ambos têm padrões razoavelmente consistentes de imagens. Eles, então, pediram a opinião da população sobre a beleza de cada local usando um site chamado UrbanGems.org.

Cada usuário do UrbanGems vê duas fotografias e escolhe aquela que mostra o mais belo local. Isso dá à equipe uma opinião "crowdsourced" sobre a beleza de cada local. Eles, então, colocam cada um desses locais e sua pontuação em um mapa que usam para fornecer direções.

A ideia aqui é que o usuário coloca um ponto de partida e um destino e um algoritmo encontra a mais bela rota, em vez de a mais curta. Ele faz isso pesquisando todas as rotas possíveis, somando as pontuações de beleza para cada uma e escolhendo a que ficar em primeiro lugar.

Quercia e col. dizem que, em média, estas rotas acabam sendo apenas 12 por cento mais longas do que as rotas mais curtas, tornando-as alternativas razoáveis ​​para um pedestre.

Para descobrir se as rotas escolhidas pelo algoritmo são realmente mais bonitas, Quercia e col. recrutaram 30 pessoas que vivem em Londres e estão familiarizadas com a área, para avaliar os caminhos recomendados. E, de fato, eles concordaram que as rotas escolhidas pelo algoritmo eram mais bonitas do que as rotas mais curtas.

Mas isso é só o começo. Solicitar a opinião do povo para cada localização possível em uma cidade é claramente um negócio demorado e potencialmente caro. Então Quercia e col. automatizaram o processo usando fotos do Flickr e os dados e marcações associadas a eles.

Eles escolheram cerca de cinco milhões de fotografias tiradas nos mesmos lugares que as suas fotografias originais e, em seguida, analisaram os dados associados a elas para ver quais parâmetros se correlacionavam com beleza.

Os fatores que acabam sendo bons indicador de beleza foram coisas como o número de fotos tiradas de uma determinada paisagem e os comentários associados a emoções positivas. Então, buscar no Flickr os locais que cumprem este requisito deve gerar uma lista de lugares bonitos em qualquer cidade.

Quercia e col. testaram essa ideia em Boston para encontrar belos locais no Flickr e depois usaram seu algoritmo para encontrar o mais belo caminho entre dois pontos. Eles, então, pediram a 54 pessoas que avaliassem esses caminhos. Não à toa, os participantes sentiram que as rotas escolhidas pelo algoritmo eram mais bonitas do que as mais curtas.

Se você conhece Boston ou Londres, você pode avaliar as rotas escolhidas pelos algoritmos você mesmo avaliando os mapas do artigo.

Claro que existem potenciais problemas. Alguns locais são menos atraentes em determinados momentos do dia, por exemplo, durante a hora do rush, quando o tráfego é mais pesado ou à noite, quando o caráter de algumas partes da cidade pode mudar drasticamente. O algoritmo não consegue levar em consideração essas diferenças.

No entanto, esta é uma abordagem interessante que tem o potencial de mudar a experiência das pessoas ao interagir com uma cidade. Não é difícil imaginar que as autoridades turísticas podem usar um aplicativo como este para ajudar os visitantes a ver as melhores partes da cidade a pé.

Quercia e col. estão planejando isso. Seu próximo objetivo é criar um aplicativo móvel e testá-lo em diferentes cidades da Europa e dos EUA. Fique de olho.

Ref: arxiv.org/abs/1407.1031 : The Shortest Path to Happiness: Recommending Beautiful, Quiet, and Happy Routes in the City

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